Elementor #2262

A Guerra Guaranítica pelo olhar de um padre

A maior tragédia que aconteceu na Região das Missões foi a Guerra Guaranítica, embate entre os exércitos de Portugal e Espanha contra os índios guarani. Entre 1754 e 1756 os campos do atual Rio Grande do Sul conheceram uma face nefasta da humanidade, quando os habitantes locais foram mortos com crueldade e descompaixão pelos ibéricos.

Ainda há alguns mistérios deste período, que as poucos os historiadores vão desvelando. Uma importante obra para entender melhor este episódio é uma fonte original de pesquisa, o relatório do padre Tadeo Henis, que acompanhou de perto o conflito e mostrou como os índios vivenciaram os acontecimentos. Em quase 100 páginas Henis descreveu as lutas, o medo e a força dos nativos missioneiros.

Milhares de índios foram mortos durante a Guerra Guaranítica

Sobre o combate mais sangrento desta guerra, onde cerca de mil índios foram mortos em uma hora de luta o padre Henis narrou que “não é de surpreender que os índios tenham fugido e tenham sido derrotados, assim como a vitória não é gloriosa para os espanhóis; porque com 3.000 bem armados, com armas de fogo, e muitos bem disciplinados, lutando contra 1.300 que não têm nada além de arcos, flechas, fundas e lanças, e que não sofrem disciplina, nem conhecem patrões, a não ser no nome, teriam colocado uma grande mancha, ou desgraça para o nome espanhol se tivessem sido derrotados”. 

Fica claro no trecho citado a grande vantagem dos ibéricos, o que mostra definitivamente que os guarani eram um povo lutador, que prezava pelos seus e pela sua terra. Cai por terra definitivamente a ideia de um índio preguiçoso, indolente e incapaz de pensar por si. Fica o exemplo de que lutar é mais importante que vencer, pois a luta deixa o exemplo e a vitória, como no caso dos europeus na Guerra Guaranítica, pode deixar uma mancha na história. 

Texto escrito por:

Anderson Iura Amaral Schmitz

• Licenciatura em História pela URCAMP
• Licenciatura em Filosofia pela UNINTER
• Especialização em História do Brasil Contemporâneo pela URI
• Mestrado em Patrimônio Cultural pela UFSM
• Atualmente atuando como professor da URI, coordenador do Centro de Documentação e Memória do Instituto Histórico e Geográfico e Diretor de Museus de São Luiz Gonzaga.
• O mais importante de tudo: pai da Andressa, do Pedro e do Leonardo e avô da Ana Luiza e da Giovana

 

Os verdadeiros comandantes das Missões Jesuíticas

Muita gente pensa que nas Missões Jesuíticas havia exploração e até mesmo escravidão dos índios por parte dos padres, mas na verdade este é um pré-conceito que deve ser combatido. 

Vamos refletir um pouco sobre o modelo administrativo missioneiro. Em cada povoado havia em torno de três mil índios e dois ou três padres, sendo um deles o Cura, que era o responsável por tudo, estes eram os únicos não-índios no local. Pensemos pois, como poderiam dois homens explorar e até mesmo escravizar os nativos? Logo entendemos que seria uma tarefa impossível.

Se os padres eram em número insuficiente para administrar e coordenar os trabalhos de milhares de homens e mulheres, quem fazia a administração das missões? Acertou, os índios!

Em cada povoado existiam os caciques, que eram os verdadeiros administradores. Eles eram tão importantes que a Coroa Espanhola concedia a eles títulos de nobreza. O cotidiano era tocado por eles, agricultores, criadores de animais, artesãos, carpinteiros, músicos e tantos outros profissionais eram coordenados pelos caciques. Alguns em altos cargos como corregedor, alcaide e mayordomo, todos eleitos democraticamente entre os índios. 

 
Os índios faziam a administração das missões

O local onde se reuniam os caciques para administrar o povo era o cabildo. Neste lugar funcionavam todos os poderes políticos da missão, eram debatidos os assuntos mais importantes e tomadas as decisões após análises e debates. Cada povoado tinha seu cabildo, era uma mistura atual dos poderes executivo, legislativo e judiciário.

E os índios infratores, o que era feito com eles? Assim como hoje eram punidos, seja com chibatadas ou até, em casos mais graves, expulsão do convívio comunitário. Os padres aplicavam a pena? Não. Os padres sequer participavam dos atos punitivos.

Concluímos entendendo que os caciques tinham plenos poderes (mesmo que com a anuência dos padres). Com exceção da religião, onde os índios serviam como auxiliares, dada a condição de hierarquia da Igreja Católica.

Talvez não tenha sido o paraíso na Terra, como alguns querem crer, pois fome e doenças eram cíclicas, mas a sociedade Jesuítico-Guarani na América do Sul representou um recorte temporal em que se tentou a convivência fraterna em uma unidade das culturas europeia e americana, mas, mais uma vez a ganância e o menosprezo das elites políticas e econômicas mundiais pôs fim à harmonia entre os homens.

Projeto Quatro Troncos Missioneiros – Conhecer para valorizar

Lizandra Andrade Nascimento – Professora orientadora
Sarah Sides – Bolsista do projeto de extensão
Tatiane Munareto – Voluntária

Na etapa inicial do projeto possibilitou a imersão na obra dos Quatro Troncos Missioneiros, por meio da qual ampliou-se o encantamento pela riqueza da produção desses artistas, selecionando possibilidades de análise de sua produção em temas como: - amor à tradição e ao Rio Grande do Sul; - valorização dos recursos naturais; - respeito à mulher; - defesa da justiça social e da liberdade.

Amor à tradição e ao Rio Grande do Sul

Cenair Maicá canta a Gana Missioneira: “Eu sou missioneiro nasci para a liberdade. Mas aqui finquei meu rancho pra não sentir mais saudade Sou herdeiro de Sepé retemperado na guerra E se precisa eu tranco o pé pra defender minha terra”.
Nas Belezas Missioneiras, Cenair enaltece nossa terra em seus versos: “[...] o meu pago tudo é lindo. Desde que o dia amanhece. O galo canta no terreiro e. O Sol logo aparece clareando. O horizonte aquecendo toda. A terra dando alegria nos Campos onde a alegria prospera.
Noel Guarany, em sua Filosofia de Gaudério, canta: “Senhores, peço licença, licença pede atenção, que junto com meu violão num estilo missioneiro, num lamento bem campeiro de gaudério payador, pois ser gaúcho senhor que em toda a pampa existe, é o homem que canta triste por isso eu nasci cantor”. Fica evidente que gaúcho canta mesmo triste, porque tem na alma a poesia e a arte.
Noel também destaca o amor ao Rio Grande em Destino Missioneiro: “De lutar por este chão, no mais sério patriotismo, da lança para o lirismo, da tradição ao presente, da incertidão ao consciente, para um puro brasileirismo. Se não entendem o meu canto, neste país muito grande, hei de cantar o Rio Grande, pedaço de continente”.
Por sua vez, Jayme Caetano Braun, defende nosso chão gaúcho, com o tom crítico e contundente que lhe é peculiar, payando em Momento Sério: “Aqueles que não entendem, nossa base de estrutura, ou não leram a escritura de onde os gaúchos descendem, os que compram e que vendem sem respeitar a legenda, os do encobre e do remenda, do esbulho e do desmande, não sabem que este Rio Grande não é uma sucata à venda!”.
Jayme destaca as particularidades do Rio Grande do Sul, dentre as quais a culinária. Em Arroz de Carreteiro, o payador descreve: “Nobre cardápio crioulo das primitivas jornadas, nascido nas carreteadas do Rio Grande abarbarado, por certo nisso inspirado, o xiru velho campeiro, te batizou de "Carreteiro", meu velho arroz com guisado”. Graças a esta payada, o município de São Luiz Gonzaga foi considerado Capital Gaúcha do Arroz Carreteiro, a partir da Lei nº. 472/2019.


Pedro Ortaça, em seu Timbre de Galo, lembra que o Rio Grande é nosso patrimônio e de define por sua natureza, por seus hábitos e bens culturais: “Meu canto lembra o relincho e sanga de pedregulho. Meu canto lembra o mergulho da manada de capincho. Meu canto evoca o bochincho quando o candeeiro se apaga. Ali onde ninguém indaga, nem quem foi e nem quem é, se é crioulo de Bagé, Santana ou São Luiz Gonzaga” (Meu Canto, Pedro Ortaça).
Em De Guerreiro a Payador, Ortaça enaltece as raízes históricas do RS, cantando: “Sou filho dos sete povos, tenho sangue de Sepé e tudo que digo eu provo, com juramento de fé. O meu legado é tanto, nem carece explicações e até no canto que canto ecoa a voz das Missões.

Inauguração nova loja MO

Um espaço para reviver origens e exaltar nossa cultura.

Com imensa alegria, te convidamos a conhecer a nova loja Marianita Ortaça Grife. O novo espaço proporciona uma verdadeira imersão cultural, propagando o nosso propósito de manter viva a tradição gaúcha e missioneira.

 

Faça-nos uma visita! Rua Rui Ramos,  nº 1268, no centro de São Luiz Gonzaga (RS).

A religiosidade missioneira

Todos sabem (pelo menos deveriam saber) que a religião nas Missões Jesuíticas era o Cristianismo, mais especificamente o Catolicismo Apostólico Romano. No caso específico das nossas povoações missioneiras a religiosidade era ministrada pela Ordem da Companhia de Jesus. Os jesuítas compunham um grupo de religiosos com ampla formação, não só religiosa, como filosófica e de especialização em outras artes e ofícios, como música, arquitetura e até mesmo medicina.

Na América do Sul os padres jesuítas tinham a missão de converter e proteger os índios contra a escravidão, seja contra portugueses ou espanhóis. A conversão não foi um elemento de fácil aplicação, pois os indígenas já possuíam religião.

 

Os jesuítas cumpriram funções de catequização, ensino e produção econômica no Brasil.

A religião primitiva dos guaranis era do tipo animista, onde elementos da natureza, como sol, lua e chuva possuíam essência espiritual, eles também tinham suas mitologias, seus mitos criadores e uma constante busca pela “Terra Sem Males”, um local sem fome, violência ou guerras. Junto a isso, havia uma forte presença do xamã, uma mistura de profeta, sacerdote e médico, tanto do corpo quanto do espírito.

Mas de que forma essas duas religiões puderam conviver nas Missões?

Os guaranis optaram viver em comunidades cristãs para salvar sua vida. Primeiramente em uma clara manobra para escapar dos ataques escravistas dos Bandeirantes Paulistas. Mas isso não é tudo. A salvação também seria da alma, os guaranis enxergavam no paraíso cristão a sua “Terra Sem Males”. 

Para os nativos não houve uma troca de religião, mas o que sociologicamente chamamos de sincretismo (mistura). Houve uma adaptação do guarani ao novo modelo, demonstrando e capacidade de sobrevivência extraordinária, contrariando aqueles que citam os guaranis como seres pouco inteligentes e preguiçosos.

Vou dar um exemplo que me parece claro sobre o sincretismo e suas heranças: o benzimento (elemento indígena). Na atualidade ainda temos pessoas que benzem, muitas vezes utilizando elementos da natureza, como brasa ou ramos de plantas. Em suas benzeduras é frequente a oração a Deus, ou Jesus Cristo e Nossa Senhora (elementos cristão). 

A prática do benzimento ainda é comum entre o povo indígena

Temos aí uma clara manifestação da união entre o cristão europeu e o animista guarani. União que se deu não só na religião, mas em todos os aspectos da vida missioneira. Talvez aí estivesse a Terra Sem Males, neste plano, nesta vida, nas Missões Jesuíticas.


Texto escrito por:

Anderson Iura Amaral Schmitz

• Licenciatura em História pela URCAMP
• Licenciatura em Filosofia pela UNINTER
• Especialização em História do Brasil Contemporâneo pela URI
• Mestrado em Patrimônio Cultural pela UFSM
• Atualmente atuando como professor da URI, coordenador do Centro de Documentação e Memória do Instituto Histórico e Geográfico e Diretor de Museus de São Luiz Gonzaga.
• O mais importante de tudo: pai da Andressa, do Pedro e do Leonardo e avô da Ana Luiza e da Giovana

 

Platão nas Missões

Por mais de 200 anos os jesuítas pregaram. Com rígida hierarquia e amor ao próximo, os padres se embrenharam nas matas, charcos e campos da América (e de outros continentes), formando aqui uma grande nação. Em 1609 foi fundado o primeiro povoamento jesuítico na América do Sul, tratava-se de San Ignacio Guazu, hoje território paraguaio. Os jesuítas fundaram dezenas de outros povoados na região, incluindo os que hoje pertencem ao território brasileiro e são conhecidos como Sete Povos das Missões, pertencentes aos chamados 30 Povos.

Podemos observar hoje que os povoados estão divididos em um território que abrange Argentina, Brasil e Paraguai. Muitos deles ainda possuem registros materiais das antigas civilizações, o mais conhecido no Brasil é o Sítio Arqueológico de São Miguel das Missões, considerado Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1983. Mas o que o filósofo Platão, que viveu antes da Era Cristã teria a ver com isso?

Existe uma teoria (pouco estudada) que debate este assunto. Mostra que o formato dos povos, os locais de instalação, o comércio, o número de habitantes e a religiosidade, entre outros, foram baseados em duas obras de Platão: “A República” e “As Leis”.

A justiça social seria alcançada, segundo Platão, quando houvesse harmonia entre as pessoas e para que se conseguisse harmonia seria necessário que os atores sociais possuíssem as seguintes virtudes: coragem, temperança, sabedoria e justiça. Esta harmonia, com estas virtudes vão encontrar eco nas Missões.

Esta relação entre Platão e as Missões foi realizada a primeira vez pelo padre José Peramás. Leitor de Platão, ele viveu por muitos anos com os guaranis reduzidos na América do Sul. Após a expulsão dos jesuítas dos 30 povos, ele se estabeleceu na Europa por 25 anos, onde publicou várias obras, inclusive “La Republica de Platón y los guaraníes ou De Administratione guaranica comparte ad Rempublicam Platonis commentarius”, onde faz esta análise.

Para exemplar esta possível relação vamos usar dois exemplos:

  1. O formato das cidades – Cita Platão que as cidades devem ser construídas em locais altos e os templos devem estar ao redor da praça e as casas e demais prédios ao lado deles. Toda a cidade deve formar uma muralha única, para fins de defesa. Nos povos missioneiros a praça central estava em um local alto, para todas as direções havia declives, o que facilitava muito em caso de defesa, tanto pelo fato de poder avistar inimigos ao longe, como da dificuldade destes para avançar em um terreno tendo que subir. A disposição dos templos religiosos seguia o formato descrito por Platão, assim como os demais prédios da cidade, todos ao redor da praça, fundidos de tal forma que, ao longe, pareciam muralhas. O que dava uma maior tranquilidade aos habitantes da polis missioneira.
  2. Em Platão temos que as casas não deveriam ser suntuosas, os habitantes não serem nem muito ricos, nem muito pobres, pois em qualquer caso perderiam a vontade de produzir. Que os armazéns da cidade estivessem à disposição do povo; que a comida fosse de simples preparo e os utensílios domésticos simples e em pequeno número. Peramás destacava que as casas dos índios eram simples, uma ao lado da outra, apenas um cômodo, poucos utensílios e a comida era basicamente carne e mandioca. Dormiam em redes, um pequeno local para guardar as roupas e uns bancos. Não havia fechadura nas portas, pois não havia furtos. 

Imagem: Representação da organização das cidades nas Missões

São apenas dois exemplos (de tantos que poderíamos usar) para demonstrar uma possível relação entre a Filosofia grega e as Missões Jesuíticas. Pode ser coincidência? Claro que sim, mas seria muita coincidência, tanta que podemos desconfiar de sua veracidade.

Texto escrito por:
Anderson Iura Amaral Schmitz
• Licenciatura em História pela URCAMP
• Licenciatura em Filosofia pela UNINTER
• Especialização em História do Brasil Contemporâneo pela URI
• Mestrado em Patrimônio Cultural pela UFSM
• Atualmente atuando como professor da URI, coordenador do Centro de Documentação e Memória do Instituto Histórico e Geográfico e Diretor de Museus de São Luiz Gonzaga.
• O mais importante de tudo: pai da Andressa, do Pedro e do Leonardo e avô da Ana Luiza e da Giovana

Cresça com suas relações

Não basta saber onde você quer chegar, você precisa escolher as pessoas certas!

Você já deve ter ouvido aquela premissa de Jim Rohn: Você é a média das cinco pessoas com quem mais convive. Partindo disso podemos ter uma noção da importância da influência daqueles que estão próximos de nós (para nossa autoimagem, autoestima e aperfeiçoamento)… nossos familiares, amigos, colegas de trabalho, cônjuge e até mesmo aquelas pessoas que, hoje no mundo digital, tem espaço dentro das nossas vidas e nos apresentam conhecimento, hábitos, opiniões… enfim. Com essa frase quero te chamar para a reflexão: as pessoas que se relacionam com você hoje… elas te impulsionam ou te puxam para trás? elas te elevam ou te rebaixam? elas acreditam nos teus sonhos, somam para tua evolução ou você precisa matar um leão por dia para não deixar esses sonhos esmorecerem diante de tanto negativismo? Procure conviver com pessoas que ACRESCENTAM algo no teu crescimento. Procure se relacionar com pessoas que te impulsionam pq esses sim são relacionamentos que valem a pena. Relacionamentos negativos, tóxicos, violentos matam dia-a-dia a alegria, criatividade, motivação que existe em você.

Mas você pode estar se perguntando: e aquelas pessoas que não escolhemos mas que precisamos conviver e que nos colocam para baixo? Aceite e aprenda a se blindar, através da inteligência emocional, do autoconhecimento, da sabedoria para não acabar se parecendo com elas nos defeitos e nem deixando de acreditar na leveza que a vida pode e deve ter.
Todas as outras relações (amigos, amores), ESCOLHA os que te empurram pra frente e seja cada vez mais FELIZ!

Vamos recordar?

Hoje trago essa lembrança de uma matéria muito legal, no caderno Bella. Pérola Ceron depois de assistir uma palestra minha e, de trocarmos breves palavras, captou e descreveu um pouco do que carrego comigo 🙌❤️🙏 GRATIDÃO

Bicharedo MO

BICHAREDO MO
Olá querido (a) amigo(a) cliente, você sabe que nós temos paixão por produtos diferentes, lindos e que tenham sentido.. que estejam ligados a nossa cultura missioneira ou gaúcha. Essa parceria para o “Bicharedo MO” surgiu do desejo da Marianita por mais artigos presenteáveis dentro da nossa grife e, está encantando nossos clientes. As peças são feitas à mão por um senhor e sua família. Ele aprendeu a técnica ainda adolescente em Montevideo – Uruguay. Depois de 30 anos decidiu voltar e viver dessa arte, na campanha-RS. O resultado de produtos feito por mãos humanas é esse… detalhes que nos impressionam..



São miniaturas de cavalos em diversas pelagens, touros charoles, hereford, braford, angus… vacas holandesas, jersey. Ovelhas de raças diversas e os amados cuscos: ovelheiro, border collie, australian, pastor alemão, rottweiler, e a raça que vc quiser (por encomenda).

As peças são feitas em argila e pintadas uma a uma, detalhe por detalhe!

Antes “o bicharedo” eram exclusividade do nosso espaço físico, agora você pode adquiri-los aqui no nosso site, com toda praticidade e no conforto e proteção do seu lar! #fiqueemcasa
Bjs virtuais

Disco “Tertúlia Visceral” reúne o artista gaúcho Pedro Ortaça e o músico baiano Bule Bule


Uma inusitada junção das músicas gaúcha e baiana resultou em um dos melhores lançamentos do ano, o disco Tertúlia Visceral, gravado por dois dos mais renomados artistas dos dois Estados: o gaúcho Pedro Ortaça, 77 anos e o baiano Bule Bule, nome artístico de Antônio Ribeiro da Conceição, 72 anos.

O começo desse projeto se deu há cinco anos, quando a produtora cultural Carla Joner foi curadora do projeto Visceral Brasil, que realizou pequenos documentários sobre 13 mestres da cultura popular brasileira. A semelhança da história de vida e da arte produzida pelo baiano e pelo gaúcho chamou atenção da produtora, que decidiu reuni-los no palco. Ela, então, propôs uma espécie de desafio, no projeto que leva o mesmo nome do disco: o que poderia acontecer se um cantor das Missões fosse visitar o berço de  de um repentista nordestino?

O resultado da ideia foi um disco de vinil, com tiragem limitada (mil exemplares,R$ 100 preço médio), aprovado pelo programa Rumos Itaú Cultural, composto de faixas únicas (uma de cada lado). Nelas, se misturam conversas dos músicos e brincadeiras, intercaladas por partes das músicas. 

— Neste trabalho, unimos o Rio Grande do Sul com a Bahia. Ficou muito bom, gostei, principalmente pela integração do Nordeste com o Rio Grande do Sul — afirma Ortaça.

Lançamento

O primeiro encontro da dupla, que não se conhecia pessoalmente, foi em Brasília, em 2017, no palco, quando eles fizeram um show juntos. Naquele espetáculo, os artistas apresentaram repertórios próprios com suas bandas, e apenas no final de cada show havia um momento de troca entre eles.

Em outubro de 2018, Bule Bule recebeu Pedro Ortaça no seu chão, em Camaçari, na Bahia.

— Foi muito interessante andar por lá. Vi de perto a autenticidade daquele povo. E ele faz questão de divulgar as raízes da Bahia — relembra Ortaça.

Um mês depois, foi a vez de Ortaça receber o parceiro baiano em São Luiz Gonzaga, onde apresentou a ele o coral de índios guaranis, nas Missões.

— E ainda fizemos um show na praça central de São Luiz Gonzaga, estava lotada — comenta Ortaça.

Já Bule Bule, durante os encontros, ressaltou a importância da união entre as duas culturas. E fez elogios ao parceiro gaúcho, comparando Ortaça a Luiz Gonzaga (1912-1989).

— Cantor igual esse só nosso Rei do Baião (apelido de Gonzaga). Ele é um grande defensor da cultura — afirmou Bule Bule.

A ideia dos artistas é que, em 2020, o espetáculo seja apresentado em Porto Alegre, preferencialmente – claro – no Theatro São Pedro, confessa Ortaça.

Em outubro deste ano, a dupla apresentou, em São Paulo, o show de lançamento do disco.

— Colocaram um telão, mostrando nossas andanças pela Bahia, pelas Missões. A gente ficava proseando, cantando, foi muito lindo. E me pediram para cantar Bailanta do Tibúrcio (um dos clássicos do cancioneiro gaúcho) — comemora o gaúcho.

FONTE: JORNAL ZERO HORA

https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/musica/noticia/2019/12/disco-tertulia-visceral-reune-o-artista-gaucho-pedro-ortaca-e-o-musico-baiano-bule-bule-ck3xg0z8q03rk01rz59u8vtbu.html